sexta-feira, 9 de janeiro de 2015

Brevemente em apuros



Ás vezes a escuridão vem me visitar... Por intermédio de meus motivos sinto-me confortada. Mas quando não a espero, partes do meu mundo despencam na mesma. 
É como se fosse uma espécie de buraco negro que suga até não haver mais saída. Ou como um vício por uma droga, ao qual você se encurrala em meio a ilusão de estar tudo sob controle. 
Nem quando os olhos se fecham o mundo parece ser um lugar seguro, pelo contrário, procuro manter os olhos bem abertos uma vez que por dentro estou desabando em pedaços. Faltam-me palavras para descrever tal sensação, é extremamente exaustivo pensar, pensar, pensar e só conseguir sentir um vazio no peito. Um grito encurralado, um sofrimento antecipado. Literalmente um beco sem saída. 

domingo, 20 de julho de 2014

Vômito.

Eu ainda te amo. Ainda sinto sua falta. E ainda te desejo.
Eu estive pensando no que me prende a não vir dizer o que sinto por ti, e sim meu orgulho. Mas te feri tanto que meu amor por você, me prende muito mais. Sempre que lembro de algo bom, logo penso no que resultou de ruim... todas nossas memórias viraram horríveis lembranças.
Eu ainda acho que você é o melhor pra mim, ainda acho que junto a você sou uma pessoa melhor. Mas eu não quero te ferir, eu não quero te machucar.
Então, me perdoe pela covardia de não vir dizer que te amo, mas é porque eu realmente te amo. E mesmo depois de tantas pessoas, tantas situações, tanto tempo ainda insisto em crer que não passou tanto tempo assim apenas para justificar que não estou andando em círculos e sim buscando uma direção. Amo o seu sorriso. É gratificante vê-lo em teu rosto, mas sangro em meu interior por não ser a causa.
Talvez eu não saiba mais quem você é, talvez o tempo tenha lhe modificado como modificou a mim. Mas talvez, é o que descreve o talvez esse amor tenha tido fim.
Talvez morrer seria mais fácil, do que esperar a esperança morrer. Talvez, eu esteja mesmo andando em círculos e não pare ate quebrarem a minha direção.
Ainda pego aquela tua velha camiseta, a fim de conseguir sentir teu cheiro... e o cheiro de velho me faz lembrar que vivo o novo. O que explica? O amor.
Mas talvez, seja tarde demais.

quarta-feira, 7 de maio de 2014

O porque.

Medo define. 
A dor. Do calor, do amor. 
Define, a fuga do perder. Do desespero da intensificação da saciação do pensamento. 
E que se tornas real, enlouquece-me. Sufoca-me. Apavora-me. 
A ausência de certeza me faz caminhar sob a estrada de terra. 
Vazia, tristonha e inacabada. Insensível. Indolor. 
Define... o que não se quer ser definitivamente buscado. 
Apedreja-me brevemente, logo alivia-me do sentir. 
Sou a resultante dos que passaram e transformaram asfalto em pedras. Resistentes e inacessíveis. 

sábado, 5 de abril de 2014

Nota





Nem todo fato necessita de fato ser motivado, assim como nenhum princípio é absoluto.
O que sinto, é você. Não tem nome... nem é sentimento.
É o elemento principal motivador do sentir. Distinto, obviamente, do fato de eu ser um ser em você. Da mesma forma que és, tu em mim.
E nada em mim, é mais você do que o meu sorrir. Que exageradamente surge como ideias.. E renovam a cada pensar.
A casa é tua, entre. Fique. Seja.
 E sinta.